Seduce Me: Matthew (parte 6)

Oi oi, pessoal! Crys-chan voltou com mais Seduce Me! Espero que gostem! :)

Meus olhos eventualmente abriram, ajustando para a visão ao meu redor. Eu senti sedas familiares abaixo de mim, fazendo-me saber que eu estava na minha cama. Eu lentamente sentei, alongando-me do meu cansaço que ainda persistia. Eu senti uma dor bem leve em meu pescoço e ombros e eu podia sentir meus lábios inchados pulsando gentilmente em cura. Entretanto, quando eu olhei para baixo pro meu corpo, eu vi que minha camiseta foi levantada de volta e abotoada como se nada tivesse acontecido entre mim e Matthew. Eu estava apenas faltando minha fita. Antes que eu virei para sair da cama, aliás, eu notei minha fita no travesseiro ao lado daquele em que eu dormi. Ele estava amarrado ao redor de Simon Tabby em um belo laço com uma pequena nota presa nele. Eu gentilmente deslizei a nota da amarra e abri-a para ler.
Matthew: Eu realmente realmente REALMENTE sinto muito! Não era minha intenção isso ir tão longe. Por favor, me perdoe...
Eu encarei a nota, deixando um pequeno sorriso agraciar meus lábios. Ele foi longe demais? Eu gostei muito. Era fofo enfim para imaginá-lo me agradecendo por algo que nós dois fizemos e gostamos. Eu trouxe a nota ao peito, deixando as memórias do nosso encontro inundar minha mente.
Mika: Eu me entreguei também, Matthew...
Eu olhei para a hora por curiosidade. Os números brancos grandes no meu celular mostraram ‘5:31 PM’.
Mika: Yikes... Quatro horas estando nocauteada... E eu AINDA me sinto cansada...
Era domingo, então eu era permitida dormir mais tempo se eu quisesse... A lembrança da noite passou, surpreendentemente rotineira. Os rapazes continuaram a treinar, mas foram gentis o suficiente para parar e me fazer o jantar. Eu estava feliz por isso. Sem surpresa, a comida estava perfeita, mas pareceu um pouco vazio sem os rapazes para comer comigo. Eles já devem ter comido, mas ainda, eu me senti solitária. Eu não podia deixar isso me incomodar. Eu comi e voltei para meu quarto para estudar e dormir. Surpreendentemente, eu me senti bem indo para cama aquela noite. Eu me senti como se eu pudesse ter um sono pacífico, depois das noites difíceis que eu tive. Eu me senti bem. Eu mergulhei no sono e acordei quase perfeita na manhã seguinte. Sem preguiça, sem dores; perfeitamente energizada e alerta.
Mika: Cara, quanto tempo faz desde que eu tive esse tanto de sono bom?
Eu olhei para meu despertador. Eu acordei dez minutos antes do meu alarme.
Mika: Bem, ei! Eu devo estar sortuda hoje!
Carma me deu um pouco de sorte! Depois de tudo o que eu passei em meramente um punhado de dias, eu merecia ter um pouco de boa sorte. Extasiada pelo dia à frente, eu desliguei meus alarmes antes que eles pudessem tocar e me vesti. Entretanto, meu celular começou a rapidamente vibrar de uma mensagem recebida.
Mika: Huh? Quem está me mandando mensagem tão cedo??
Suzu: Yo Anderson! Você vai pegar carona com a gente a partir de agora! Nós não vamos te deixar gastar seu dinheiro num ônibus! Fique pronta e esteja no seu portão às 7 em ponto!
Eu sorri. Minhas amigas eram as melhores. Eu não podia dirigir ainda e eu não tinha um carro então era incrível que minhas amigas me deixariam pegar carona. Eu chequei a hora. 6:30.
Mika: Perfeito! Eu posso comer um pouco de café da manhã antes delas chegarem.
Eu arrumei minha mochila e a carreguei para o andar de baixo em direção à cozinha. Assim que eu entrei a sala de jantar, eu vi um prato com ovos, torrada, e bacon em cima da mesa. Uma fresca e fumegante xícara de café repousava próximo ao prato com açúcar e creme ao lado. Eu andei até a mesa e não podia acreditar no que eu estava vendo.
Mika: Quem fez isso...?
Assim que eu falei alto, uma pequena nota vermelha atraiu minha atenção.
Mika: “Tenha um bom dia. Seu.”
Meu coração pulou uma batida quando eu terminei. Eu podia dizer que isso era de um dos rapazes. Talvez isso fosse... dele? Eu sorri antes de colocar a nota na minha mochila e comer. A comida estava tão deliciosa, eu devorei cada incrível mordida. Eu olhei para a hora novamente. Hora de ir. Eu rapidamente me apressei para as portas, checando eu mesma no espelho de passagem. Eu não estava querendo impressionar ninguém, mas eu ainda precisava parecer decente. Antes que eu pudesse alcançar a maçaneta da porta, contudo, alguém pegou minha mão.
Mika: Huh?
Eu virei para ver Matthew, quem estava impedindo minha mão com uma carranca preocupada em seu rosto.
Matthew: Meu nome...
Mika: Seu nome...?
Matthew: Meu VERDADEIRO nome não é Matthew... Eu quero que você saiba meu nome real se alguma coisa for acontecer.
O nome verdadeiro dele? O que ele quis dizer? Por que ele estava me falando isso agora? Eu me lembrei de ler sobre o nome de um demônio do diário que eu li ontem... Se você soubesse o nome verdadeiro de um demônio, você poderia invocá-lo a você, não importa onde você estivesse ou onde ele estivesse. Matthew gentilmente me puxou para ele e se inclinou perto para sussurrar em minha orelha.
Matthew: Meu nome é Zecaeru.
Assim que ele disse seu nome, eu podia sentir isso trancar na minha memória. Alguma coisa em minha cabeça teria certeza de que eu nunca iria esquecer isso. Matthew se afastou e sorriu para mim, apesar de ainda carregar preocupação em seus olhos.
Matthew: Se você estiver em qualquer perigo, chame meu nome. Eu prometo que eu irei e te ajudarei.
Eu encarei Matthew, incapaz de falar alguma coisa. Eu pude apenas assentir em resposta. Matthew sorriu antes de soltar minha mão e ir em direção à sala de jantar. Alguma coisa me disse que aquele nome seria usado eventualmente... E bem na hora, Naomi dirigiu até os portões com Suzu acenando para mim. Eu me apressei pela porta e nós nos dirigimos para o colégio, conversando sobre a lição de casa e o dia à frente. Nós chegamos à escola sem problema. Nossos armários eram na mesma parte do corredor, então nós rapidamente descarregamos o que nós precisávamos e pegamos nossos livros importantes e necessidades. Primeiro incidente do dia. Enquanto eu andava em direção a Suzu e Naomi, quem estavam ambas me esperando no lado oposto do corredor, alguma coisa prendeu meu tornozelo e me fez cair para frente.
Mika: Whoa—!! OW!
Suzu: EI! Você tá bem?
Naomi: Quem fez isso??
Nós três olhamos para trás para ver Lisette e seu grupinho de garotas. Lisette tinha uma expressão de completa inocência enquanto as garotas ao redor dela davam risadinhas como se não houvesse amanhã.
Suzu: Por que, sua pequena—!!
Naomi: Suzu! Não!
Eu senti um gigante fogo de raiva queimar em meu estômago enquanto eu encarava Lisette. Hoje não foi a única vez que isso tinha acontecido comigo. Entretanto, isso estava agora claro quem estava por trás desses incidentes. Mesmo se ela fosse inocente e uma de suas capangas tivesse feito, era agora óbvio que Lisette era a mandante apenas pela expressão no rosto dela. Ela não era amiga nem ela iria ser. Eu tinha que fazer alguma coisa.
-Encarar na alma dela. {+Caos}
-Pegar ela. {+Caos}
-Levantar e se afastar. {+Ordem}
Eu encarei duramente Lisette, sentindo fiapos de ar e magia correr pela minha pele e veias. Entretanto, eu parei ao que eu vi. Ao redor de Lisette havia uma aura roxa escura que parecia muito familiar. Era como magia demoníaca, mas parecia ser mais domada. Eu lentamente levantei em pé, coletando meus pertences enquanto eu continuava a encarar Lisette. Alguma coisa estava errada. Enquanto eu continuava a olhá-la, a aura cresceu, formando uma sombra atrás de Lisette com formatos vermelhos de olhos brilhando de sua escuridão.
Suzu: Anderson, você tá bem?
Mika: ...
Eu não pude responder. Eu estava hipnotizada por um pequeno cantarolar no ar. Era distante, quase como um sussurro etéreo que você ouviria em jogos de terror, mas era real. Isso soava vagamente de uma mulher, cantarolando um tom que eu não reconheci.
Naomi: Ei, você está ok?
Mika: Vamos embora. Nós vamos nos atrasar pra aula.
Eu repentinamente senti a necessidade de me afastar, então eu fiz. Naomi e Suzu se atrapalharam para alcançar e seguir meu novo ritmo apressado.
Suzu: Caramba, Anderson! Você parece que viu um fantasma!
Naomi: Você está bem mesmo? Aquela queda foi bem feia.
Suzu: Eu acho que ela viu debaixo da cara cheia de maquiagem da Lisette e viu o próprio Diabo.
Naomi: Oh Suzu, silêncio!
Mika: ...
Não. Alguma coisa estava errada com Lisette. Era mais que apenas ela sendo malvada. Havia alguma coisa... ou alguém... vigiando Lisette. Ou... Eles estavam me vigiando por trás de Lisette... O que eles estavam fazendo, eu não sabia, mas era definitivamente demoníaco. Surpreendentemente, o resto do dia escolar acabou sem nenhum outro incidente. Eu fui para minhas aulas, almocei, e estava ansiosa para ir para casa. Assim que o sino tocou para a escola acabar, eu senti meu celular vibrar no meu bolso.
Mika: Huh? Uma mensagem...? Do Papai??
“Eu vou pegar você hoje. Tenha certeza de estar pronta para ir quando eu chegar aí.”
Mika: Isso é... meio que uma surpresa.
Eu rapidamente voltei para meu armário de peguei minhas coisas antes de esperar por Naomi e Suzu.
Naomi: Ei! Você está pronta para ir?
Mika: Na verdade, meu pai está vindo me pegar.
Suzu: Sério? Ok. Eu acho que isso meio que faz sentido.
Naomi: Nós iremos dirigir para casa juntas na próxima vez! Diga a seu pai que nós temos você de carona a partir de agora!
Mika: É, haha! Certo.
Mesmo enquanto eu ria, alguma coisa não parecia certa. Meu pai me enviou uma mensagem para falar isso? Por que ele iria me buscar? Eu tinha feito algo errado? Eu não sabia. Eu acenei um tchau para Naomi e Suzu antes de me dirigir ao lugar de sempre onde meu pai sempre me pegava. Eu tomei o tempo para ouvir minha música enquanto eu esperava.
Mika: Eu preciso ir a outro show do Rise of the Phoenix...
Eventualmente, eu tinha tocado o álbum inteiro sem ninguém aparecer.
Mika: Mas que coisa... Papai nunca se atrasa. Especialmente não TÃO atrasado..
Eu rapidamente liguei pro número do meu pai de novo, mas assim que eu apertei chamar, desconectou e li uma mensagem de erro de desconexão de sinal.
Mika: Mas que... Erro de nenhum sinal? Como eu não tenho sinal?
Eu chequei novamente meu celular e vi todas as cinco barras para sinal.
Mika: Ele deve estar em uma zona mor—
Antes que eu pudesse terminar, um grupo de mãos agarraram minhas mãos, pés, e cobriram minha boca. Eu gritei na mão sobre minha boca, me debatendo para me afastar das mãos que agarravam meus membros. Era nojento e assustador, sentindo as mãos deles em mim; eu precisava que isso parasse.
???: EI! Não sujem a presa do Malix.
A voz, que mandou um arrepio apavorado pela minha espinha, sussurrou em minha orelha.
???: Você está vindo comigo, senhorita Anderson.
Eu não pude sondar o que estava acontecendo, mas antes que eu soubesse, eu fui vendada e meus membros foram rapidamente amarrados. Eu me senti sendo carregada para algum lugar e fui jogada em algo que ecoou o interior de um ônibus ou uma van. As portas fecharam e eu fui levada, incerta de para onde eu estava indo e por que. Tudo o que eu sabia era que eu estava em apuros. Tudo o que eu vi foi escuridão. Eu me senti dormente enquanto eu era levada a um lugar que eu não conhecia. Eu não podia nem mesmo mover meus lábios para gritar. Sons passaram por minhas orelhas; primeiro do interior de um carro, então o lado de fora, então um lugar com eco com sussurros e cacarejos de pessoas vibrando através disso. Entretanto, o pano ao redor dos meus olhos foi eventualmente removido do meu rosto e minhas amarras foram cortadas. Levou um tempo para meus olhos ajustarem, mas eu me encontrei em um armazém, cercada por diabos, incluindo Malix quem estava sorrindo afetado para mim.
Malix: Muito bem feito, hahaha! Eu tenho certeza de que aqueles merdinhas virão correndo pra te encontrar quando eles perceberem que você não voltou para sua preciosa mansãozinha. Eles irão procurar em todo lugar por você!
Malix se aproximou e colocou o cano de sua arma contra a pele entre meus olhos.
Malix: Vai ser tão engraçado quando eles encontrarem seu cadáver ao invés disso.
-Espere. {+Final Ruim do Malix}
-LUTE!
-Zecaeru! {+Matthew}
Mika: ZECAERU!!!
De repente, uma luz roxa brilhante engoliu o lugar, fazendo os diabos ao meu redor a cobrir a si mesmos.
Malix: MAS QUE!?!?
???: NGNN!!
Rajadas de vento passaram correndo por mim, quase me forçando para trás. Eu cobri meu rosto com meus braços, resistindo e mantendo meu chão. Eu tentei espiar pelos meus braços para ver o que estava acontecendo, mas a luz continuou a brilhar intensamente. Assim que a rajada lentamente começou a morrer, a luz começou a desaparecer, revelando Matthew com suas mãos enfiadas em seus bolsos e o capuz levantado.
Mika: Matthew...
Matthew: ...
Malix lentamente moveu seus braços do seu rosto, percebendo a visão de Matthew antes de rir histericamente.
Malix: TÁ BRINCANDO COMIGO?! VOCÊ INVOCOU O MERDA DO BEBÊ CHORÃO?!
A risada de Malix foi cortada, entretanto, parada por sua arfada de dor e o barulho de algo se embebendo em carne. Eu não podia acreditar, mas de algum jeito uma faca foi enfiada no ombro de Malix, causando-o agarrar a isso em dor.
Malix: Mas que inferno... Uma faca?
Matthew: Na próxima, eu não vou errar sua garganta.
Malix rosnou antes de arrancar a faca de seu ombro e jogá-la no chão. Ele rapidamente levantou sua arma e atirou em Matthew, resultando apenas a encarar de olhos arregalados seu alvo. No meio do ar, uma faca e a bala de Malix entraram em confronto e ambas colidiram ao chão entre o demônio e o diabo. Matthew deu uma risadinha e puxou uma mão de seus bolsos, revelando um punhado de facas espalhadas como um leque.
Matthew: Muito lento, Malix. Deve irritar ser um velhote.
Malix instantaneamente ficou furioso, avançando em Matthew enquanto atirava rodadas no rosto coberto por sombra de Matthew. Matthew o imitou, apressando-se para trás e atirando suas facas a cada um dos tiros de Malix. Cada tiro foi parado por uma faca voadora, fazendo múltiplos “clangs” baterem através do ar. Os diabos restantes encararam, tentando adivinhar o que fazer: ajudar Malix ou assistir em silêncio. Eris, entretanto, andou para meu lado e cruzou seus braços enquanto ela assistia com um sorrisinho divertido em seu rosto. Assim que Matthew recuou para a parede distante, ele parou, jogando faca após faca para o diabo que se aproximava e suas balas.
Malix: Te peguei, sua ABERRAÇÃO de circo jogadora de facas!!
Eu vi um sorrisinho crescer no rosto de Matthew antes dele pular por cima e virar sobre Malix. O diabo derrapou até parar, quase esbarrando contra a parede de tijolo. Matthew, entretanto, não deu a Malix uma chance de virar antes de atirar múltiplas facas nas costas de Malix.
Malix: GRAHH!!
Matthew: Tcha-tchau, Malix.
Matthew jogou uma faca no ar e pegou-a antes de jogá-la na parte de trás da cabeça de Malix. A faca, infelizmente, não pode encontrar seu alvo, assim que Malix desviou para fora do caminho e virou para encarar Matthew com uma expressão de pura ira.
Malix: Seu merdinha... Você acha que é tudo isso.
Matthew trouxe para fora outra faca e jogou-a para cima e para baixo em sua mão, imutável em sua incrível, ainda quase brincalhona expressão.
Matthew: Pequeno fato conhecido: eu apenas gosto de me divertir.
Malix: Isso é um monte de besteira, Matthew. Você não vai nem mesmo lutar contra mim na tua forma demoníaca. Por quê? Tá com medo de que eu vou te matar como a merda de demônio que você realmente é?
Forma demoníaca? Eu não entendi. Entretanto, Matthew quebrou meus pensamentos de tentar entender isso.
Matthew: Ei... Se importa de fechar seus olhos pra mim?
Mika: Huh?
Malix: O que você tá tagarelando?!
Antes que eu pudesse responder, a tensão repentinamente foi de morna para quase congelante. Então, naquele momento... Alguma coisa no ar mudou. O ar instantaneamente foi de frenético para parado em energia. O que poderia ser descrito em tom quando a cor vermelha rapidamente transformava-se em um misto mortal de roxo e azul enquanto tudo começou a misturar junto todos de uma vez.
Matthew: Você pediu por isso, Malix. Agora, você vai ter.
Meus olhos nunca se desviaram do rosto de Matthew entretanto, mesmo quando mudou. Os olhos dele começaram a brilhar uma forte cor dourada enquanto um círculo azul escuro formou-se abaixo dos pés descalços de Matthew. Eu encarei enquanto a pele de Matthew começou a morfar e transformar, mudando de humano para alguma coisa diferente. Por alguma razão, eu estava ambas assustada e incrivelmente intrigada para ver sua nova forma. Antes que eu fosse permitida ver a nova forma de Matthew, entretanto, um par de mãos rapidamente cobriram meus olhos. Instintivamente, eu alcancei e as agarrei, tentando afastá-las. Uma voz me parou.
Damien: Sou eu. Não olhe.
Eu ouvi cuidadosamente e deixei as duas últimas palavras demorarem em minha mente. “Não olhe”. Por quê? O que estava sendo escondido de mim? Eu queria saber, mas algo me disse para obedecer ao comando de Damien. Eu repentinamente ouvi tiros, fazendo-me ficar tensa, mas então eu ouvi o som de múltiplas punhaladas, seguidos pelos gritos de dor de Malix. O esfaqueamento e os sons molhados de sangue e carne cresceram mais frenéticos e em número. Quantas facas Matthew estava usando? Talvez fosse melhor que eu não era capaz de ver.
James: Matthew! Basta!!
Quase instantaneamente depois do comando de James, os sons pararam. A única coisa que qualquer um podia ouvir então era o gotejamento de sangue.
Matthew: Eu acho que eu fui um pouco exagerado, huh...?
Erik: Malix está definitivamente morto, mas você perdeu seu feitiço de glamor.
Feitiço de glamor? O que ele quis dizer? Por que Matthew soava tão diferente? Por que isso estava sendo escondido de mim?
Damien: É um feitiço que nos faz parecer humanos.
Eu congelei. Parecer humano? Eles não tinham formas humanas depois de tudo? Como eles se pareciam?
Damien: Como demônios.
Como se Erik soubesse do que Damien estava falando, Erik limpou sua garganta e falou, seguido do som de uma rolha estalando para fora de uma garrafa.
Erik: Bem, não por muito tempo, princesa. Aqui, Matthew.
Matthew: Oh, ei! Você achou minha poção. Obrigado.
Eu pude ouvir o pequeno tilintar de vidro sendo passado antes de ouvir Matthew engolir algum tipo de líquido. A sensação do ar ao meu redor gentilmente começou a aquecer, insinuando que tudo foi retornado ao normal. Finalmente, Damien moveu suas mãos dos meus olhos, permitindo-me ver ao meu redor mais uma vez. Os diabos, incluindo Eris, tinham fugido. Em cima do corpo de Malix estava um lençol sujo que estava rapidamente ficando vermelho do sangue. A parede atrás disso estava pintada vermelha em sangue, ainda pingando no chão e no pano. O pano parecia que estava cobrindo um monte de sujeira ao invés de um corpo... Os rapazes, entretanto, tinham se reunido ao meu redor; todos eles, incluindo Matthew, parecendo como se nada tivesse acontecido.
Mika: O qu... O que acabou...
Eu tentei falar, mas tudo passou ao redor em minha cabeça ao evento inteiro e eu senti como se falar não era possível.
James: Vamos apenas levá-la em casa, senhorita. Não há mais nada para se ver aqui.
Eu pude apenas assentir. O que tinha acontecido confundiu minha mente ao ponto de descrença. Eu estava duvidando de tudo, perdida em um mar de 'o que' e 'como' e 'quando'. Enquanto nós andamos para fora do armazém, eu olhei para Matthew por alguma forma de sinal de que eu não estava sonhando. Matthew esfregou a parte de trás de seu pescoço, andando em frente como se para fugir do que tinha acontecido. Isso tinha acabado. Malix se foi e os rapazes estavam finalmente seguros. Uma onda de alívio correu pelo meu corpo ao pensamento de nunca ter que lidar com aquele grupo novamente. Ao mesmo tempo, um ‘ping’ de realização atingiu a parte de trás da minha mente. Os rapazes apenas iriam ficar até depois de Malix ser derrotado. Esse era nosso acordo. Enquanto nós nos aproximávamos de casa, eu pude sentir alguma coisa pesada pesar meu coração. Era tarde, mas os rapazes me guiaram para dentro e ligaram as luzes da entrada.
Matthew: Finalmente! Nós podemos relaxar!
Erik: Será bom ter algum descanso sem diabos respirando em nossos pescoços.
Sam: Ugh... Eu só tô cansado. Posso ir pra cama cedo?
James: Eu acho que um pouco de sono seria bom para todos nós.
Damien: ...
Eu olhei para Damien, sabendo que ele poderia ler minha mente, e franzi a testa. Eu não queria que ele soubesse sobre meus pensamentos na situação.
Mika: É. Cama parece bom.
Eu queria apenas terminar hoje à noite. Muito aconteceu e eu me senti tonta só de tentar entender; entretanto, Damien falou, parando todos nós de mover.
Damien: Devemos ir embora pela manhã?
O ar ficou paralisado com tensão. A realização da situação atingiu os rapazes como uma onda, forçando-os a virar para mim em curiosidade. Eles tinham lembrando seu acordo, e estavam agora me esperando para decidir seu destino. Eu engoli em seco, cara a cara com a realidade da situação. Os rapazes estavam deixando isso para mim. Eles pareceram como eles estavam dispostos a aceitar qualquer coisa que eu tivesse exigido. Era apenas justo, enfim, depois de tudo o que tinha acontecido. Eu olhei para Matthew, sentindo meu coração palpitou em meu peito. Eu não queria que ele fosse embora, mas ele pediria para ficar? Eu esperei que ele dissesse não e me pediria para ficar mais tempo. Como se ele soubesse o que eu queria, Matthew moveu-se e andou para mim, pegando minhas mãos nas suas. Ele gentilmente sorriu para mim e falou.
Matthew: Eu quero que você saiba que você esteve sendo REALMENTE generosa pra gente, e eu quero te agradecer tanto por nos deixar ficar aqui... Mas... Está tudo bem se nós ficarmos aqui um pouco mais?
Meu coração pulou enquanto um grande rubor vermelho correu pelas minhas bochechas. Os rapazes encararam com olhos arregalados, mas não ousaram falar. Matthew se afastou para me dar espaço, retornando para onde ele estava. Eu movi meu olhar para cada rapaz, tentando fazer uma decisão. Se eles fossem embora pela manhã, eu nunca os veria novamente e minha vida poderia voltar ao normal. Se eu decidir deixá-los ir, isso seria pelo melhor. Sem adeus, sem atrasos. Mas... Eu queria? Eles tinham feito tanto por mim em tão pouco tempo...
-Deixá-los ir.
-Deixá-los ficar.
Eu queria que eles ficassem. Eu queria que ELE ficasse. Eu meramente sorri, encarando o homem por quem eu vim a ter sentimentos, antes de falar por último.
Mika: Eu amaria se vocês todos pudessem ficar.
Os rapazes comemoraram cansadamente, mas não menos entusiasticamente. Eu dei uma risadinha pela visão. Era fofo ver todos tão felizes, apesar do cansaço que corria igualmente pelos nossos corpos. Hoje foi um dia difícil.
Mika: Minha casa é sua casa, enquanto vocês ainda ajudem com as tarefas!
Os rapazes assentiram em união, concordando com os termos que eu defini para eles. Apesar da boa situação, eu me senti lentamente escorregar para a inconsciência. Entretanto, James rapidamente bateu suas mãos juntas, pegando a atenção de todos e me acordando, tendo certeza de que eu não desmaiei no chão.
James: Certo todo mundo. Nós estamos todos muito cansados, então vamos ir para cama, sim?
Matthew: Oh! É, dormir é importante. Certo.
Erik: Nós tivemos um dia bastante longo, mas será bom apenas relaxar hoje à noite e amanhã.
Damien: Dormir parece realmente bom agora...
Sam: É, cara.
Eu assisti um sorriso feliz crescer nos lábios de Matthew. Ele compartilhava minha felicidade, sabendo que nós iríamos estar juntos mais tempo. Quem sabia quando tempo nós poderíamos ficar juntos? Tudo o que eu me importava era que eu estaria com ele. Os outros rapidamente saíram para finalmente descansar, deixando eu e Matthew sozinhos por último. Meu coração palpitou um pouco quando Matthew praticamente veio para mais perto de mim em felicidade. Era realmente fofo vê-lo daquele jeito, então eu não fiz nada além de sorrir.
Matthew: Muito obrigado por nos deixar ficar.
Mika: Não há de quê, Matthew. Eu estou feliz por ter você ficar aqui.
Eu assisti seu sorriso brilhar mais um pouco antes dele limpar sua garganta e rir um pouquinho. Eu não sabia se era o cansaço ou meu crescente apego a ele, mas eu me senti cambalear em pé. Entretanto, o rosto de Matthew deixou claro que ele queria dizer alguma coisa a mais, fazendo-me esquecer de que minha cama estava também me chamando.
Matthew: Escute... Sobre o que aconteceu no armazém—
Mika: Não. Está tudo bem. Você fez o que você tinha que fazer. Eu entendo.
Eu tinha aceitado tudo o que aconteceu e sabia que Matthew tinha que fazer o que ele tinha que fazer. Ele era real e ele era alguém que eu não queria estar sem, mesmo se isso significasse assentir contra minha curiosidade. Além disso, eu estava cansada demais para explorar essa memória mais fundo. Matthew assentiu antes de estender uma mão para mim.
Matthew: Vem, então. Vamos te levar pra cama.
Eu assenti antes de Matthew gentilmente me levantar em seus braços como uma noiva e me carregar para meu quarto. Eu não queria deixar seus braços, inclinando minha cabeça contra o peito de Matthew, mas eventualmente eu fui lentamente abaixada para minha cama e coberta com meus lençóis. Eu ainda estava em minhas roupas da escola, mas eu estava cansada demais para me despir ou me importar. Eu olhei para Matthew, impedindo um bocejo de me escapar enquanto ele gentilmente correu uma mão em meu cabelo.
Matthew: Tenha uma boa noite, ok...? Eu vou fazer café da manhã de novo pela manhã.
Eu assenti com um sorriso cansado antes de assistir ele lentamente levantar e deixar meu quarto, fechando a porta. Uma onda de felicidade me inundou enquanto eu deitei na cama. Eu fiz uma boa escolha. Claro, seria difícil, mas eu podia dizer que eu seria capaz de controlar. Ajuda ao redor da casa e estar com um homem por quem eu estava lentamente começando a me apaixonar valeria a pena. Eu lentamente senti minha exaustão tomar conta. Eu deixei o sono me consumir enquanto eu derivei para a escuridão em minha mente. Tudo estava calmo... Eu estava feliz...
???: Hahaha~ Você é uma criatura interessante...
Esse é o fim da parte 6. Até a próxima, pessoal! :)

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