Seduce Me: Sacrifício de Uma Súcubo (Prólogo da Diana)

Oi oi, pessoal! Crys-chan chegou com mais Seduce Me. Espero que gostem! :)
{Aviso: Esta postagem contém spoilers se você ainda não jogou a rota da Diana em Seduce Me 1.}

Eu nunca teria acreditado nisso. Não importa quantas vezes eu olhasse de volta, eu nunca poderia ter imaginado isso. Meu mundo inteiro era agora um mundo cheio de magia e maravilha e era tudo por causa de uma pessoa: Diana, uma súcubo. Diana foi quem fez meu mundo inteiro mudar. Ela foi quem trouxe os rapazes para minha casa, o incitador incidente da mudança em minha vida. Ela me mostrou magia e vida além do mundo humano e eu iria para sempre ser grata a ela por isso. Entretanto, um fato ainda me assombrava. Diana foi também quem assassinou meu avô. Em um ato de desespero, ela teve que vir ao mundo humano e sacrificou a vida de meu avô para chegar aqui. Era uma escolha que ela obviamente não quis fazer, mas uma que ela não tinha escolha no assunto. Eu senti pena dela e uma pequena forma de tormento da situação. Meu avô era um homem que eu amava muito. Ele me criou como sua própria filha e eu não tive a chance de até mesmo dizer adeus. Era uma tragédia. Ainda, eu tinha que entender por que. Minha curiosidade desesperadamente se pendurou a essa palavra. Não havia verdadeiramente outra maneira?
Mika: Diana, vamos para o túmulo de meu avô.
Diana: O quê? Por quê?
Mika: Eu quero visitá-lo. Venha comigo.
Diana: ... Muito bem.
Diana foi surpreendentemente obediente, apesar de ser aquela a colocar meu avô no túmulo. Ela já tinha provado para mim seu arrependimento e sofrimento, mas eu podia dizer que ela estava contendo alguma coisa. Eu precisava saber o que era e por que meu avô teve que morrer por ela. Tinha que ter tido mais alguma coisa que ela poderia ter feito. Nós viajamos em silêncio para o cemitério mais uma vez, onde meu avô estava enterrado seis pés abaixo. A laje de pedra estava tão limpa como sempre e ninguém estava ao redor. Era apenas adequado, quando o céu nublado acima deixou chuva cair sobre nós e névoas suaves envolveram a área. Era quase pitoresco estar no cemitério com a atmosfera que o clima estava nos dando. Ainda, nós paramos no pé do túmulo, encarando as letras gravadas na pedra. Eu segurei um guarda-chuva preto sobre minha cabeça enquanto Diana conjurou um guarda-chuva claro entre seu braço e lado.
Quando eu olhei para Diana, observei enquanto ela formava um vaso com lírios em suas mãos, segurando-o gentilmente e perdendo-se em pensamentos.
Mika: Diana?
Diana: Sim, querida?
Mika: Você pode... me dizer o que aconteceu?
Diana me encarou em descrença e confusão.
Diana: O que aconteceu?
Mika: Tipo... do começo. Eu quero saber tudo o que aconteceu e por que ele teve que morrer.
Diana: ...
Diana olhou de volta ao túmulo e pressionou seus lábios juntos numa fina linha antes de assentir e fechar seus olhos. Eu me preparei para uma história que eu provavelmente não queria ouvir, mas era uma que eu tinha que atravessar a fim de reprimir a curiosidade em meu coração.
Diana: Quando eu nasci, eu fui criada para ser a princesa perfeita. Eu recebi lições em cada assunto conhecido ao mundo dos demônios e estudei quase infinitamente em controlar meus poderes e governar um reino que um dia seria meu. Ao crescer, eu comecei a dominar meus poderes e eventualmente me tornei conhecida como a súcubo mais poderosa no mundo dos demônios. No tempo que eu era velha o suficiente para ser, como humanos dizem, uma “adolescente”, eu estava fazendo exércitos se curvarem para mim em fidelidade e obediência.
Eu sorri um pouco, vendo seus lábios se curvarem em um sorriso nostálgico. Eu podia praticamente imaginar.
Diana: Deitar! Latir!
Rei: Surpreendente!! Isso é incrível, Ezaeur!
Diana: Sério?! Obrigada, papai!
Soldado: Senhor! Uma mensagem!
Rei: Huh? Entregue aqui.
Diana: Pai?
Rei: ... Bem. Eu tenho que dizer. Eu estou muito chocado.
Rainha: Querido?
Diana: O que está acontecendo??
Rei: O Lorde Demônio está disposto a considerar nossa oferta.
Rainha: Você tem certeza?
Diana: Que oferta?
Rainha: Uma oferta que salvará esse reino, Ezaeur: uma proposta de casamento.
Diana: Um casamento... entre eu e um dos filhos dele?
Rei: Sim, Ezaeur. Você está chateada conosco?
Diana: Nuh-uh. Eu entendo.
Rainha: Você entende?
Diana: Mmhmm. Se eu posso ajudar esse reino por me casar, então eu o farei.
Rainha: Nós estamos orgulhosos de você, querida. Nós estamos tão felizes que você entende.
Diana: Quando eu descobri meu noivado, eu fiquei determinada. Eu estava confiante em mim mesma que eu podia proteger meu reino e me tornar tanto uma noiva perfeita quanto uma rainha perfeita. Meus pais se encontraram com o Lorde Demônio e eventualmente voltaram com o nome de meu pretendente.
Mika: James?
Diana: Raestrao, o filho mais velho. Isso apenas fez sentido; ele era aquele na linha para tomar o trono de seu pai e eu era a única filha do reino de minha família... por um tempo, de qualquer maneira.
Mika: Um tempo?
O sorriso de Diana brilhou um pouco mais quando ela fechou seus olhos e riu para si mesma.
Diana: Em meu reino, os governantes estão encarregados em apenas dar à luz a uma criança por geração, para certificar que não há massacre pelo trono. Entretanto, quando eu alcancei a maturidade, disseram-me que eu não seria mais uma filha única.
Diana: Mãe? Pai? Vocês desejam falar comigo?
Rei: Ezaeur, nós temos algo muito importante para dizer a você.
Diana: Importante? O que é?
Rainha: Ezaeur, eu estou grávida.
Diana: O quê? Você está... grávida?
Rei: Sim. Você estará tendo um irmão.
Diana: Eu estava atônita. Eu não sabia como reagir a tal notícia. Eu sabia das tradições de nossa família, então eu estava chocada. Eu iria ter um irmão mais novo?
Rainha: Por favor, diga alguma coisa.
Diana: Eu... Eu...
Diana: Finalmente, quando tudo se estabeleceu, eu estava radiante. O pensamento de ter um irmão mais novo era empolgado demais para segurar. Quando eu estaria no castelo do Lorde Demônio sendo uma rainha, meus pais seriam capazes de criar um novo herdeiro para tomar meu lugar.
Diana: Eu estou tão feliz! Isso é maravilhoso!
Diana: Eu me lembro das aparências alegres nos rostos de meus pais quando eu os disse de minha empolgação. Eu iria descobrir mais tarde que o bebê seria uma garota. Heh... uma irmã mais nova.
Mika: Qual será o nome dela?
Diana: Oribel. Eu recebi a opção para nomeá-la e meus pais aceitaram.
Mika: Esse é um lindo nome.
Diana sorriu e assentiu em concordância. Seus olhos pintaram sua saudade perfeitamente em sua expressão.
Diana: Eu não posso esperar para vê-la. Quando eu fui embora, ela ainda estava dentro do útero de minha mãe.
Mika: Você foi embora antes de Oribel nascer?
Diana: Sim... Eu tinha pouca escolha no assunto.
Diana: O quê?! O que você quer dizer com o casamento está dissolvido?!
Soldado: E-Eu sinto muito, princesa! Os filhos do Lorde Demônio desapareceram!!
Diana: Isso não pode ser... não... Eu devo— ... Eu devo falar com o Lorde Demônio.
Soldado: Princesa?!
Diana: Eu devo falar com ele!!
Diana: Quando eu descobri o desaparecimento dos rapazes e a possibilidade da anulação de meu casamento, eu entrei em pânico e corri para o Lorde Demônio, implorando para me permitir a encontrar seus filhos e trazê-los de volta. Eu estava grata que ele concordou e passei cada momento acordada que tinha tentando encontrar a trilha deles. Quando encontrei, eu a abri e atravessei sem pensar duas vezes. Eu ainda me lembro daquele dia...
Diana: Um feitiço de portal... como eu posso ter sido tão cega?! Eles não apenas desapareceram... Eles deixaram esse plano para o mundo humano... droga.
Soldado: Minha princesa, o que eu devo dizer ao Lorde Demônio?
Diana: Diga a ele que eu descobri para onde os filhos dele foram. Uma vez que você entregar a mensagem, volte ao Castelo Lilith.
Soldado: Voltar ao castelo?! Mas e—
Diana: Eu vou para o mundo humano sozinha. Você precisa mandar palavra para eles e dizê-los o que aconteceu.
Soldado: Mas o que eu direi??
Diana: Diga a eles que a filha deles está os protegendo. Se eles demandarem uma explicação, diga tudo a eles. Agora vá.
Soldado: ...Como você deseja, Vossa Alteza.
Diana: ... Certo. Hora de encontrar meu marido.
Diana: Eu relancei o feitiço e me encontrei entrando em um hospital, onde seu avô estava visitando. Quando o portão fechou, seu avô deu seu último suspiro e faleceu antes de mesmo perceber o que aconteceu.
Mika: Como ele podia não saber?
Diana: Eu estava drenando sua energia vital para manter a conexão a ele através do feitiço de portão. Eu subjuguei sua vontade de lutar e tranquei seu foco para que ele não pudesse me ver chegando.
Mika: Isso é... dissimulado...
Diana: Esses são os instintos de um demônio. Nós fazemos estratégias e subjugamos nossos alvos para que possamos tomar vantagem deles, humano ou demônio...
Diana soltou um suspiro triste antes de apertar o vaso em suas mãos.
Diana: O momento que ele deu seu último suspiro foi o momento que eu percebi o que tinha feito e fiquei atormentada com culpa. Eu corri o mais longe que podia e chafurdei no que tinha feito para aquele homem, questionando tudo o que eu estava fazendo e por que eu estava fazendo. Mas logo o suficiente, eu fiquei cheia com propósito mais uma vez. Eu tinha que encontrar os rapazes. Eu tinha feito dano demais para tentar e virar, então eu tinha que ir todo o caminho. Eu afastei minha dor e voltei à minha caçada.
Mika: Então você me encontrou.
Diana: Então eu te encontrei, querida.
Diana olhou para mim, seus olhos cheios de culpa e autorreflexão.
Diana: Eu nunca posso retomar o que aconteceu. Se houvesse qualquer maneira que eu podia desfazer o que eu tinha feito, então eu iria. Eu verdadeiramente e profundamente sinto muito...
Mika: Está tudo bem... pelo menos agora eu sei.
Diana era sincera o suficiente para se abrir para mim sobre o problema. Quase pareceu um peso pesado que tinha sido levantado de seus ombros apenas do suspiro que escapou seus lábios por minha resposta. Quando ela olhou de volta para o túmulo, ela se ajoelhou e colocou o vaso na lápide.
Diana: Eu me pergunto o que meus pais pensarão...
Mika: Eu tenho certeza que eles entenderão, Diana...
Diana: Heh... bem, eu poderei vê-los em breve eu suponho, sempre que eu voltar.
Mika: E Oribel.
O sorriso de Diana voltou ao som do nome de sua irmã.
Diana: E Oribel... Eu finalmente serei capaz de conhecê-la...
Entretanto, apesar das palavras que saíram de seus lábios, sua mão gentilmente pegou a minha.
Diana: Eu ainda mais para te ensinar, então eu ainda não estarei indo embora.
Eu me senti feliz que ela estava disposta a ficar e continuar me ensinando, apesar do que tinha acontecido. Enquanto era sua “punição” por matar meu avô me dizer tudo o que sabia, ela estava disposta a ficar e manter sua palavra ao invés de correr de volta para onde sua família estava. Eu estava um pouco honrada...
Mika: Eu estou feliz... obrigada.
Diana: Hehe, quem sabe? Talvez eu trarei você de volta comigo para que você possa conhecer meus pais e irmã também.
Mika: Sério?
Diana: Por um tempo, de qualquer modo. Eu terei que cuidar do Lorde Demônio, desde que eu falhei em encontrar seus filhos...
Mika: Eu tenho certeza que você ficará bem.
Diana: ...
Esse é o fim do prólogo da Diana. Até a próxima! :)

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