[SWD] Love Tangle: Paul (capítulo 6)

Oi oi, pessoal! Crys-chan voltou com mais Love Tangle. Espero que gostem! :)

Paul (História Principal) – Capítulo 6
(Vejamos... Esse item foi reabastecido?)
Com uma lista em uma mão, eu estive verificando o inventário na despensa do laboratório desde essa manhã.
(Eu terei que verificar os consumíveis também. E a medicação... Eu suponho que o maior problema será as bolsas de sangue.)
Com a cirurgia de reconstrução da perna frontal do leopardo Kaleido chegando... ...nosso laboratório ficou bem ocupado.
(Não é surpreendente. Os leopardos Kaleido são animais especiais para Kaleido. Mesmo uma humilde trabalhadora de laboratório como eu sabe quanta pressão nós estamos debaixo para essa cirurgia ser um sucesso.)
Eu olho para a lista em minha mão e respiro fundo.
(Eu me pergunto quanta pressão Paul está sentindo já que ele será aquele realizando a cirurgia. Com o crescente número de incidentes de caçadas na reserva natural, nosso laboratório esteve sujeito a duras críticas ultimamente desde que estamos encarregados de proteger a vida selvagem de Kaleido. Paul deve estar pensando que ele absolutamente não pode falhar. É por isso que ele deve estar aguentando todo esse trabalho duro.)
Paul não voltou ao laboratório uma vez nos últimos dias. Ele não esteve de volta a Lilac Court também.
(Eu espero que ele esteja bem...)
Eu estou apenas agora que ter Paul vindo para me ver todas aquelas vezes devem ter me dando muito reconforto.
(Eu estou ficando preocupada já que não o vejo há um tempo.)
Eu viro a página do documento em minha mão e chego a uma realização.
Julia: Agora que eu penso nisso, eu vou precisar da assinatura de Paul para esse instrumento que precisaremos para a reabilitação depois da cirurgia.
(Isso é perfeito. Eu estava apenas começando a me perguntar como Paul está.)
Eu vou na direção da sala de exame.
Julia: Paul, você tem um minuto?
Paul: Julia? É claro, entre.
Eu coloco minha cabeça na sala de exame, e Paul me recebe com um sorriso. Eu sinto uma pontada em meu peito. O sorriso de Paul parece não natural, eu diria até forçado.
Julia: Eu preciso de sua assinatura para essa ordem de equipamento.
Paul: Claro.
Julia: Ei, Paul... Parece que você esteve aprisionado nessa sala de exame pelos últimos dias. Você não acha que seria uma boa ideia compartilhar o que você pode de sua carga de trabalho com o pessoal?
Paul: Obrigado por se preocupar comigo, mas eu estou apenas fazendo meu dever aqui.
Julia: Paul...
Paul: Mas eu ficaria feliz em ter uma pequena ajuda.
Julia: Oh, eu amaria ajudar se há algo que eu possa fazer.
Paul: Isso seria ótimo. Você poderia encontrar os materiais nessa lista da sala de referências?
Julia: É claro.
(Isso é tudo que eu posso contribuir para ajuda-lo, mas qualquer alívio que eu possa dar a Paul me deixa feliz. Eu sinto como que Paul precisa mais agora é uma pausa.)
Eu me apresso para a sala de referências. Eu paro em meu caminho quando estou prestes a entrar na sala de referências. Eu posso ouvir pessoas falando lá dentro.
Pesquisador 1: ...é o que eu ouvi.
Pesquisador 2: Não, mas... Isso é apenas absurdo.
Pesquisador 1: Pense nisso. Não é tudo um pouco suspeito? De todos os dias que podia acontecer, o dia que o leopardo Kaleido foi ferido... ...tal proeminente e famoso veterinário só acontece de ser transferido para essa nova localização?
(Eles podem estar falando de Paul?)
Os funcionários fofoqueiros do laboratório falam em um tom tão quieto, meu coração começa a bater muito alto.
(Do que essas pessoas estão falando?)
Pesquisador 3: E aparentemente, foi-lhe concedido tratamento privilegiado quando o trouxeram.
Pesquisador 1: Sim, então o que acontece quando esse ótimo e magnífico veterinário falha em salvar o leopardo Kaleido? A reputação do laboratório estará arruinada... Devem haver conversas para ter o governo se intrometer para fornecer a proteção no estado atual. Eles podem até tirar o status da reserva e vende-lo em nome da otimização.
Aquele fofocando em um tom baixo e malicioso é o colega de trabalho de Paul – aquele com quem ele tinha tido uma disputa antes. Sim, ele é quem se opôs a eu se tornar a assistente de Paul quando estava para debate.
Pesquisador 2: Comprar a reserva natural? Isso significa que Dr. Morgan é uma parte dessa iniciativa?
Pesquisador 3: Ele é popular com as funcionárias, mas eu não imaginei que há esse rumor ultrajante sobre ele.
Pesquisador 1: Ei, mantenha isso quieto.
Pesquisador 3: Eu sei, eu sei.
Eles dão um ao outro um olhar e soltam uma risada sugestiva.
(Como eles podem estar espalhando tais rumores infundados?)
Eu junto meus lábios e entro na sala ruidosamente de propósito, fingindo que não ouvi nada.
Julia: Boa tarde, todo mundo. Eu espero não estar interrompendo.
Pesquisador 1: Oh, se não é Senhorita Darwin. Por favor, entre.
Pesquisador 2: Nós acabamos de terminar aqui. Bom dia.
Pesquisador 3: Tome seu tempo.
Os trabalhadores do laboratório se apressam para fora da sala de arquivos. Eu começo a procurar pelos documentos, tendo certeza de não mostrar que eu tinha os escutado fofocando. Mas na realidade...
(O que eu vou fazer? Eu devo dizer a Paul sobre o que pessoas estão falando pelas suas costas?)
Eu luto com esse dilema debaixo da montanha de documentos.
Timo: Darwin.
Eu levanto minha cabeça quando ouço alguém que não deveria estar lá chamar meu nome.
Julia: Timo! Há quanto tempo você esteve aqui?
Timo: Eu acabei de chegar. Alguma coisa aconteceu?
Julia: N-Não, por que você pergunta?
Timo: É ilógico lutar com algo sozinha. Você não está trabalhando em seu novo trabalho por muito tempo, então você falta a experiência necessária para criar as soluções certas. Embora possa não ser um sério dilema, eu chamei você porque deduzi que eles possam ter mencionado algo para você.
Julia: Eles?
Timo: Os trabalhadores de laboratório por quem eu passei em meu caminho até aqui.
Timo olha diretamente para mim, e eu digo...
-Realmente não é nada. (+Paul)
-Eu apenas os ouvi fofocando.
(Talvez eu perguntarei a Timo sobre os rumores a respeito de Paul. Ele pode saber de alguma coisa. Mas e se ele não saber de nada? Eu não quero espalhar nada que possa mostrar Paul numa luz ruim...)
Depois de agonizar sobre isso brevemente, eu finalmente abro minha boca.
Julia: Realmente não é nada.
Timo: Eu vejo...
E Timo caracteristicamente não mostra nenhum sinal de pressionar mais o assunto. Ele assente quietamente. Timo me assiste em encontrar os materiais que Paul me pediu para pegar, e até me ajuda a carrega-los para a sala de exame.
Paul: Bem-vinda de volta, Julia... Oh, Timo?
Julia: Nós nos esbarramos na sala de referências, então eu o pedi para ajudar.
Eu explico enquanto Timo coloca os materiais na mesa de Paul sem dizer uma palavra.
Paul: É isso mesmo? Bem, obrigado.
Paul agradece a Timo com um sorriso perfeito.
Julia: Falando nisso, você não tinha algo que precisava fazer na sala de referências, Timo? Você tem certeza que era tudo bem me seguir?
Timo: Não se preocupe com isso. Eu estava na realidade procurando por você.
Julia: Você estava?
Timo: Sim, havia algo que eu queria te perguntar. E também, há algo que eu quero informar Paul também.
Com isso, Timo rapidamente fecha a porta para a sala de exame. Ele também se certificou de que não havia ninguém por perto.
(O que está acontecendo...?)
O comportamento cauteloso de Timo me alarma.
Timo: Darwin, eu sei que você está encarregada de encomendar os suprimentos cirúrgicos, mas você se lembra de cancelar alguma ordem?
Julia: O quê? O que você quer dizer? Há alguns pedidos adicionais que eu vou colocar hoje, mas eu não cancelei nenhum pedido anterior. Foi bem desafiador juntar tudo o que precisamos, especialmente o sangue.
Timo: Eu vejo...
Timo olha para Paul com uma expressão dolorida.
Timo: Mas a realidade é, quando eu chequei agora há pouco, todas as ordens foram canceladas.
Julia: O que você disse?!
Eu exclamo em minha surpresa.
Julia: Eu não posso acreditar... Alguns dos itens não foram fáceis de conseguir.
Já que será uma cirurgia tão importante, eu tinha cuidadosamente arranjado a procurar todos os itens que precisaríamos. Mas de algum modo ele está me dizendo que foi tudo cancelado?
(Foi meu engano? Não, não pode ser. Eu ainda não fiz nenhuma encomenda hoje. Mas quem faria algo assim?)
Eu começo a pensar enquanto abaixo minha cabeça. Eu estou em pânico.
(Não importa quem fez isso, eu sou a responsável pela encomenda. Eu tenho que consertar isso...)
Paul: Julia, não se preocupe com isso.
Paul coloca uma mão em meu ombro. Suas mãos quentes me fazem olhar para ele.
Paul: Eu farei algo sobre isso.
Paul me dá um sorriso gentil, tranquilizando-me de que não há nada para eu me preocupar.
Julia: Mas você já tomando tanto trabalho agora...
Paul: Já que eu tenho certeza que haverá muitas ligações que precisarão ser feitas, nós deveríamos trabalhar juntos nisso. Nós apenas precisamos pensar em ter certeza que a cirurgia do leopardo Kaleido seja um sucesso.
Julia: Sim, ok.
Eu assinto confiantemente depois de sentir como se o otimismo de Paul me salvou.
Timo: Eu espero que isso possa ser solucionado.
Timo respira fundo.
Timo: Há alguns rumores ruins perambulando. Não os mostre nenhuma abertura.
Julia: Timo...!
(Rumores ruins...? Timo sabe que aquelas pessoas estão dizendo coisas ruins sobre Paul?)
Meu rosto fica pálido. Mas Timo sai da sala de exame como se não houvesse mais nada para conversar.
(Timo...)
Paul me estapeia no ombro duas vezes enquanto estou sem palavras.
Paul: Você tem o dia de folga amanhã, não é? Nesse caso, você pode ir para casa hoje.
Julia: Paul...
Há o que eu ouvi na sala de referências também, e agora estou me preocupando com o que Timo disse. Eu quero falar com Paul sobre isso, mas ele vira suas costas para mim.
Paul: Eu precisarei fazer uma lista das coisas com as quais você pode me ajudar depois do fim de semana. Eu sinto muito, mas eu preciso voltar ao trabalho aqui. Eu tenho o dia de folga amanhã, e eu realmente gostaria de ser capaz de ir para casa hoje.
Julia: Ok. Eu vou para casa então.
Paul está sendo gentil, mas ele deixa claro que não me quer mais aqui. Eu não tenho outra escolha a não ser sair da sala de exame com essa incerteza ainda pendurada sobre mim. Com passos pesados, eu saio do local de trabalho. As palavras de Timo, Paul me afastando...
(Alguma coisa mudou...)
Enquanto os fofoqueiros trabalhadores de laboratório não me deixaram nervosa, ter Timo mencionar os rumores realmente me jogou para um loop.
(Paul agiu como fez porque sabia o que está sendo dito sobre ele? Pode ser que essa é precisamente a hora que eu deveria estar ao seu lado? Ele é meu amigo de infância e colega de trabalho, afinal.)
Eu posso realmente ir para casa assim? Enquanto eu luto com essa decisão, eu vejo uma figura familiar na minha frente.
(Eu o conheço!)
Eu sou surpreendida. O repórter que esteve atrás de Paul está escondido atrás dos carros. Mas vê-lo aqui não é o que me assustou, é a pessoa com quem ele está falando.
(Paul? Mas por quê...?)
Eu arfo quando o vejo.
(Agora que eu penso nisso, eu acredito que o mesmo repórter falou com Paul quando ele se infiltrou no laboratório antes. Mas Paul deveria estar preso em sua sala de exame. Por que ele viria todo o caminho para aqui fora para encontra-lo? É a razão pela qual ele me apressou para fora porque ele tinha planos de se encontrar com esse repórter?)
Eu tenho uma sensação incerta e respirar fica mais difícil... Ainda não notando que eu estou observando, Paul entrega algo ao repórter.
(O que é aquilo...? Ele afugentou esse repórter da última vez. É quase como se eles tivessem algum tipo de acordo...)
De repente, os fofoqueiros trabalhadores de laboratório atravessam minha mente, como também o que Timo tinha dito.
(Não, eu não deveria estar pulando para conclusões.)
Eu penso dentro de minha mente, tentando me convencer.
(Eu devo confiar em Paul.)
No dia seguinte, eu ainda estou pensando na situação apesar de hoje ser meu dia de folga.
(Eu pensei que um pouco de exercício possa me ajudar a manter minha mente longa disso, mas...)
Eu encaro Lucas ao meu lado.
Lucas: *Choraminga*
O esperto Lucas esfrega seu corpo contra o meu. Eu acho que ele está tentando me reconfortar.
(Ele geralmente está rolando ao redor ludicamente.)
Eu me sinto culpada e acaricio Lucas gentilmente.
Julia: Eu sinto muito por arruinar nossa boa caminhada por agir assim. Que tal nós tentarmos correr o mais rápido que podemos?
Bem quando eu sugiro isso para Lucas...
Lucas: Au!
Julia: O quê?
Eu puxo minha mão de volta em surpresa porque Lucas está claramente latindo um aviso. Eu sigo o olhar de Lucas e congelo quando vejo para o que ele está latindo.
Julia: O-O que você está fazendo aí?!
Eu vejo um homem apontando uma câmera para mim e Lucas. É o repórter que esteve falando com Paul ontem.
(Andrea Lee...)
Eu abraço o pescoço de Lucas quando ele tenta levantar para me proteger.
Andrea: Ah, você me viu. É uma pena. Te vejo depois, Julia Darwin.
O repórter foge.
(O que está acontecendo...?)
Eu afundo no chão, mantendo Lucas perto de mim em meus braços.
Paul: Você está bem, Julia?!
Eu viro depois de alguém chamar meu nome, e vejo Paul correndo em minha direção.
(Oh, é verdade, ele tem o dia de folga também.)
Paul: Você está machucada?
Julia: Eu estou bem. Eu acho que estava apenas nervosa...
Paul: Aquele homem é perigoso.
Ele diz quando me oferece uma mão e me ajuda a levantar.
Paul: Eu prometo que protegerei você, mas eu quero que você tenha cuidado com aquele homem.
Entretanto, sua expressão parece vagamente triste, e ele não parece seu eu habitual. Então, eu digo sem pensar...
-Quem é aquele homem?
-Você não tem algo que está incomodando você? (+Paul)
(Paul pode não querer que eu o pergunte sobre isso, mas eu não posso apenas deixá-lo sozinho assim.)
Eu me decido a perguntá-lo.
Julia: Você não tem algo te incomodando?
Paul: Eu pareço tão patético para você agora?
Julia: Eu não quero dizer assim, Paul. Eu estou apenas preocupada com você.
Paul: Obrigado, Julia. Sua preocupação é tudo o que eu preciso agora.
Paul olha para mim com uma expressão sincera. Eu acredito que posso sentir sua determinação genuína.
Paul: Bem, Julia. Eu deveria ir.
Com isso, Paul sai correndo novamente, como se perseguindo aquele repórter.
Julia: Paul...
(O que no mundo está acontecendo com Paul?)
Eu observo as costas de Paul quando ele vai embora, e eu sou agarrada com uma verdadeira sensação de preocupação. Quando eu sento em um transe, abraçando Lucas, Joy vem andando e senta ao nosso lado.
Joy: Julia, qual é o problema? Você parece deprimida.
Julia: Joy, você acabou de chegar em casa?
Joy: Sim, é isso mesmo.
Quando eu estava levando Lucas para passear, eu esbarrei naquele repórter. Entre isso e a atitude preocupante de Paul... Eu desperdicei meu dia de folga.
Joy: Algo está incomodando você, não é?
Julia: Você pode dizer?
Joy: É claro.
Julia: Bem, eu mesma não exatamente entendo a situação, e minha cabeça está apenas uma bagunça agora. Então se eu fosse conversar com você sobre isso agora, eu sei que apenas estarei tagarelando incoerentemente. Você ainda quer ouvir?
Joy: É claro. Nós somos amigas, não somos?
Com isso, Joy envolve seus braços ao redor de meu pescoço e puxa minha cabeça para perto dela.
Joy: Oh, Julia! Pare já de tentar me poupar!
Julia: Obrigada, Joy. Bem, eu estou preocupada com Paul.
Joy: O quê sobre Paul?
Julia: Bem, no laboratório, ele está numa posição bem complicada... E parece que algum paparazzi está mirando nele.
Joy: Sério?
Julia: Ele diz que está tudo bem, mas parece um pouco triste.
Eu solto um fraco suspiro.
Julia: Eu quero estar preocupada com ele, mas estou tendo problema com isso.
Joy: Por quê isso?
Julia: Parece que há alguns rumores ruins perambulando sobre ele no laboratório. Eu não quero acreditar neles, mas parece que Paul realmente está escondendo alguma coisa.
Joy: Isso significa que você está suspeita de Paul também?
Eu abaixo meus olhos.
Julia: Eu acho que ele tem alguma razão pela qual ele está fazendo isso. É por isso que eu quero confiar em Paul.
Joy: Mas você não sabe se deve confiar nele porque Paul está escondendo algo de você.
Eu olho para os olhos de Joy e respiro fundo.
Joy: Eu não sei os detalhes, mas a razão pela qual ele está escondendo coisas de você deve ser porque ele não pode te dizer a verdade agora.
Julia: O que você quer dizer?
Joy: Como talvez ele não pode dizer nada porque está acobertando alguém...
Repentinamente, eu percebo algo quando Joy diz isso.
Julia: Sim. Isso pode ser... Obrigada, Joy. Paul definitivamente teria alguma razão, não é?
Joy: Sente-se melhor?
Julia; Sim. Eu sinto que posso confiar em Paul agora. Parece que eu estava pensando demais sobre isso.
Joy: Você é esperta demais para seu próprio bem algumas vezes. Isso te faz pensar demais sobre coisas.
Joy me dá um tapinha nas costas.
Joy: Se ou não Paul está escondendo algo de você, se ele está se sentindo deprimido, você deve apenas alegrá-lo.
Julia: Eu?
Joy: Paul se importa tanto com você. Se você se vestir e convidá-lo para uma refeição, ele se sentirá melhor rapidamente.
Julia: Você está certa. Diversões podem ser muito úteis.
Joy me dá uma piscadela de encorajamento, e eu a dei um grande assentir em retorno. Com a coragem que Joy me deu, eu vou na direção do quarto de Paul.
Julia: Paul, você está aqui?
Paul: Oh, Julia. O que é? Não é frequente que você é aquele me visitando em meu quarto.
Paul me recebe com um sorriso tenso quando eu visito seu quarto. Mas como se ele tivesse percebido alguma coisa, ele relaxa, e sua habitual expressão suave retorna.
Paul: Julia, você está muito boa em sua roupa. É muito linda.
Julia: Obrigada. Na verdade, eu queria te convidar para comer.
Paul: Para comer? Eu estou feliz que você veio me convidar, mas...
Paul é evasivo, mas ele estreita seus olhos gentis.
Paul: Eu acho que vai chover doce amanhã.
Julia: Oh, Paul.
Ele provoca, e eu percebo que Paul nunca realmente concordou com a refeição.
(Talvez ele apenas não esteja no clima.)
Eu olho para ele para aliviar meus medos.
(Se eu recuar agora, nada pode avançar.)
Com grande determinação, eu dou um passo na direção de Paul.
Julia: Ei, Paul. Se há alguma coisa te incomodando, eu quero que você fale comigo sobre isso. Eu posso não ser a pessoa mais segura, mas eu consigo pelo menos dividir um pouco de seu fardo.
Paul: Julia...
Paul inesperadamente diz meu nome numa voz baixa que eu nunca ouvi dele antes. Ele dá um passo para mais perto de mim... Ele chega tão perto de mim, nós podemos quase sentir as respirações um do outro em nossas bochechas.
Julia: ...
Eu posso sentir o calor de seu corpo... A próxima coisa que eu percebo, eu tenho deitado no sofá e ele está em cima de mim.
Paul: Julia, o que você está tentando me fazer dizer?
A voz de Paul ressoa bem perto do lóbulo de minha orelha.
Paul: Tentando me seduzir nessa roupa fofa... Timo pediu para você fazer isso?
Julia: Timo? Por que você o traria à tona? Eu estou preocupada com você!
Eu olho direto para o rosto de Paul, e sua expressão torna-se surpresa.
Paul: Eu sinto muito, Julia. Eu pareço estar no limite.
A mão de Paul acaricia minha bochecha como se ele estivesse tocando uma gema preciosa.
Paul: Obrigado por tentar me alcançar.
Paul sussurra, relaxando seus ombros apenas um pouco. Eu respiro um pouco. Carregando essa insegurança sozinha não resolverá nada. É por isso que eu me decidi.
Julia: Bem, eu ouvi alguns rumores ruins sobre você.
Eu digo enquanto encaro direto em seus olhos.
Julia: Então eu fiquei um pouco preocupada.
Paul: Rumores, você diz?
Paul ri, mas seus olhos estão correndo pelo quarto. Sua atitude deixa claro que ele sabe sobre os rumores.
Julia: Eu não sei se é o mesmo que o que Timo mencionou, mas... ...há algumas pessoas que estão tentando comprar a reserva natural de Kaleido, e os rumores dizem que você é parte desse acordo. Isso tem que ser algum tipo de mal-entendido, não é?
Paul: ...
Paul permanece quieto.
(Diga alguma coisa... Por favor, Paul...)
Depois de nós encararmos um ao outro por um tempo, Paul finalmente quebra seu silêncio. O que ele diz completamente me pega de surpresa.
Paul: Julia, você não deveria falar comigo por um tempo a menos que seja absolutamente necessário... É em seu melhor interesse que você me evite.
Não apenas ele não nega tudo como eu tinha esperado, mas ele nem mesmo responde minha pergunta diretamente... Paul simplesmente recusa em me deixar entrar.
(Por quê?! Não me diga que os rumores são verdadeiros... Não, não pode ser isso.)
Eu estou machucada. Uma sensação de tristeza me domina. A realização que eu não posso ajudar Paul me atinge com força.
Julia: Ok, Paul...
Eu não concordo com o que estou dizendo, quando debilmente consigo soltar as palavras.
(Talvez minhas palavras não podem mais alcançá-lo.)
Eu aperto meu punho e digo firmemente uma última vez.
Julia: Mas deixe-me apenas falar isso. Eu sei o quanto você ama animais. É por isso que eu acredito em você.
Paul me ouve dizer isso e seus olhos se arregalam. Ele me dá um fraco sorriso.
Paul: Obrigado, Julia.
Suas palavras incitam algo dentro de mim.
Julia: Você não tem que me dizer nada. Você pode até agir suspeitosamente.
(Sim, eu posso confiar em Paul. Porque... Porque...)
Julia: Eu tenho uma razão pela qual posso confiar em você!
Eu forço isso para fora de mim, mas sou incapaz de olhar seu rosto por todo o caminho.
Esse é o fim do capítulo 6. Até a próxima! :)

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