[ADS] To the Edge of the Sky: Prólogo Origem Phase1 (Zero)

Oi oi, pessoal! Depois de 1 ano de hiato desde a última tradução de TTEOTS, Crys-chan finalmente retornou com a nova versão PREMIUM do jogo. Quem não leu o Progresso da Tradução: Divindade no Patreon do blog, eu avisei que TTEOTS não é mais um tributo ao BTS porque a BigHit rejeitou. Se você entrou nessa postagem só para ver os meninos do BTS, vá embora porque não vai encontrar nada disso aqui. Os personagens foram reformulados, mas a história continua a mesma. Quem gostou do jogo mesmo sem a parte do BTS, senta aí que o jogo vai te transformar num trouxa filosófico (e quem sabe te fazer derramar umas lágrimas)! Vou começar com a rota do Zero, que ganhou disparado nas enquetes. Espero que gostem! :)


6 de agosto de 2018, Transmissão de Missão
Depois da invasão do KAIROS, novas informações foram encontradas indicando que as identidades do Phantom Alpha podem ser conhecidas para KAIROS e outros. Graças à chegada recente de Sete, parece que a integridade de sua identidade permaneceu intacta. Sob luz dessas notícias, as identidades comprometidas do Phantom Alpha foram ordenadas a serem limpas em uma operação conhecida como Operação Fênix.
Até a operação ser completada, esses agentes afetados devem manter seus rostos ocultos todo o tempo. Quando a operação for completada e as velhas identidades limpas, os agentes terão novas identidades visuais que certificarão sua segurança. Obrigado por entender e cooperar com esse assunto urgente.
Você pode encontrar mais sobre isso em www.aeondreamstudios.com/news/bh
-Controle de Missão do P.H.A.N.T.A.S.M.
Nota da ADS: Saudações, Agente Sete. Nós lamentamos informar que essa simulação está em um estado de caos. Devido a forças além do nosso controle, muitas das ilustrações coloridas estão desaparecidas. E você perceberá que um membro restante do Phantom Alpha está usando uma máscara. Você perceberá algumas imagens piscando, áreas em branco onde não há sprites de personagens, e outros possíveis erros gráficos. Esses não são bugs. Dado a forças além de nosso controle, e a incrivelmente curta data-limite que tivemos para alcançar certas demandas... É com grande arrependimento que nós apresentamos essa simulação para você nesse estado. Entretanto, isso foi o melhor que nós pudemos fazer para evitar que TTEOTS fosse inteiramente removido. Ouça bem, entretanto. Isso está planejado a ser apenas um estado temporário. Nós estamos trabalhando duro nos novos rostos para Phantom Alpha, para que você possa aproveitar a companhia deles ainda mais. Essa é a... Operação Fênix. Nós esperamos que a operação esteja completa no fim da primavera de 2019. Você pode encontrar mais detalhes em www.aeondreamstudios.com/news/bh. Você escolhe prosseguir com o jogo nesse estado penoso, mas temporário?
-Sim.
Obrigado pela compreensão. Nós esperamos que você ainda possa aproveitar a história enquanto a arte está sendo trabalhada. CARREGANDO SIMULAÇÃO: TO THE EDGE OF THE SKY...
-Não.


Eu nunca viajei tão longe sozinha antes.
(Longe de minha família, minha sociedade...)
Realmente tomei a decisão certa em deixar tudo para trás? Eu suspiro e foco no mapa literalmente perante meus olhos, mostrando através da tela virtual de meus óculos.
Evren: “Vire à direita aqui no Caminho de Olympia”.
(OK, então...)
No momento que faço o que dizem, sou cumprimentada com uma vista radiante do céu. Uma fileira de árvores floridas alinha o tão-falado Caminho de Olympia. Uma pequena arfada escapa de meus lábios enquanto eu absorvo tudo. Eu paro, todos os pensamentos do porquê estou aqui ou o que devo fazer sumindo. A vista das estranhas árvores rosas perante mim roubam meu fôlego.
Evren: Elas são tão... O que são elas...?
Um único pensamento, uma memória de uma imagem num livro vem à mente. O rosa fosco das árvores de cerejeira na velha imagem não é nada como a vida real.
Evren: Elas são ainda mais lindas do que eu poderia ter imaginado...
Depois de admirar as flores por mais um momento, eu começo mais uma vez a descer o Caminho de Olympia, desta vez em admiração. Meu coração tumultuoso já se sente mais calmo pela vista.
Cidade de Olympia...
O que quer que eu tinha esperado da capital do país, não era nada como essa vista crua da natureza em toda a sua glória. A cidade era angariada como um paraíso, o auge do que a humanidade poderia alcançar quando trabalhava em conjunto. Já que um monte da Terra é inabitável... A tecnologia de ponta, a linda arquitetura, e a folhagem de Olympia até onde os olhos podiam ver tinham sempre soado como o paraíso para mim. O mero fato de que esse intocado pedaço da natureza existe nos arredores da cidade... Vai longe para provar o que eu tinha ouvido e esperado: Que vir para Olympia me daria uma chance para uma vida nova, empolgante e muito mais bela.
(Mas não será fácil... Eu ainda nem sei para qual equipe serei atribuída. Espero ter feito bem nos testes da P.H.A.N.T.A.S.M....)
P.H.A.N.T.A.S.M., também chamada de PHASe para abreviar, é a organização que dizem verdadeiramente governar a Cidade de Olympia— Apesar de que eu posso apenas supor o quão verdadeiro isso é. São eles que me recrutaram, disseram-me para vir aqui e começar uma nova vida como Sete...
(Sete...)
O codinome me recorda daqueles homens que eu conheci apenas algumas semanas atrás: Nove. Quatro. E Zero.
(É por causa deles que eu fui capaz de chegar aqui... Eles não disseram plenamente, mas tinha que ser por causa do meu encontro com eles.)
Enquanto eu desço o caminho florido, minha mente volta para como minha chance de uma nova vida surgiu, em primeiro lugar...
Meu clã parou do lado de fora de uma cidade novamente. Não está perto o suficiente para vê-la devidamente, não de nossa posição, mas eu sinto um estranho zumbido de empolgação mesmo assim. Enquanto estive viva, meu povo sempre viveu como nômades. Nós perambulamos de lugar para lugar, nos mudando sempre que o clima fica particularmente ruim. Nós, viajantes, fomos estabelecidos quando alguns lugares ficaram quentes demais para se viver, graças aos efeitos da mudança climática. Nós somos um povo jovem, e ainda estamos aprendendo e desenvolvendo nossa própria cultura, que muda com cada pessoa nova que se junta a nós. Enquanto temos sido um povo, nós aceitamos qualquer pessoa de qualquer país e de qualquer nacionalidade. Viver nossas vidas perambulando pelas terras desoladas nos ensinou a tentarmos ser gentis e abertos para qualquer um, mas... Eu ouço alguns gritos e zombarias atrás de mim. Com minha curiosidade estimulada, eu me viro sem pensar. Um pequeno grupo de homens está parado bem na linha dos limites da cidade. Eles estão vestidos em roupas arrumadas, com seus cabelos perfeitamente estilizados e tudo sobre eles grita “habitante da cidade”. Entretanto, passando pela multidão estão algumas pessoas turbulentas de aparência assustadora também. Provavelmente sem ter nada melhor para fazer e apenas procurando uma briga. Eles estão gritando algo que eu não posso bem ouvir, e quando me aproximo um pouco, imediatamente me arrependo de ter feito isso.
Mulher: Viajantes sujos não são bem-vindos!
Eu sinto um inchaço se formar em minha garganta.
Homem: É, vão embora antes que deixem as paredes da nossa cidade sujas!
Mulher: Há! Boa, eles provavelmente podem deixar as paredes sujas só de olharem para elas.
Homem: Essas coisinhas nojentas provavelmente não se banharam em todas as suas vidas. Eu duvido que eles saibam o que essa palavra significa.
Mulher: Aposto que eles só rolam no chão e chamam isso de banho.
Todos eles riem e continuam gritando na direção de nosso acampamento. Eu me sinto mal. Os adultos no acampamento podem aguentar melhor, mas as crianças... elas têm que sentar lá e ouvir essa estupidez. Vão se acostumar com isso, mas eu queria que não tivessem que se acostumar. Pelo menos, ainda não. O mundo é difícil o suficiente sem idiotas gritando para nós.
(O que eu devo fazer...?)
-Gritar de volta.
Eu me preparo mentalmente, respiro fundo e dou um passo adiante, para mais perto dos palhaços que estão gritando.
Evren: Vão para casa, seus idiotas! Vocês são assim tão desimportantes na cidade que sentem a necessidade de sair para cá e gritar aos nômades só para se fazerem sentir como se importassem?! Bem, adivinhem? Aqui fora, vocês importam ainda menos!
As pessoas param de gritar, olham um para o outro e para mim, todos se mexendo desconfortavelmente.
Evren: Então, virem-se e voltem para sua preciosa cidade onde vocês podem fingir que não são um completo desperdício de espaço!
Com um bufo, eu me viro e saio marchando antes que eles comecem a gritar novamente.
-Ignorá-los e continuar andando na direção da cidade.
(Hmph. Se eu prestar qualquer atenção a eles, eles só ficarão mais corajosos. Então, é melhor apenas ignorá-los. E eu acho que é bem divertido ver pessoas assim fazerem birra ao serem ignoradas.)
Eu fixo um sorriso em meu rosto e ando direto por eles. Eu posso ouvi-los tentarem me interromper e me chamarem de viajante suja novamente, mas soam mais bravos ao serem ignorados do que qualquer outra coisa. Eu não consigo me impedir de sorrir.
(Já sentem quão desimportantes vocês são?)
Eu seguro uma risada e olho ao redor para onde ir a seguir.
-Lutar contra eles.
Sem dizer uma palavra, eu ando direto até eles e mando um soco na mulher, acertando-a bem na mandíbula. Ela solta um ganido surpreso e cai no chão enquanto seu parceiro pula para trás. Ele e os outros olham para mim com olhos arregalados.
Evren: Parem de gritar coisas inúteis. Ninguém aqui fora se importa com o que vocês pensam, então voltem para sua preciosa cidade.
Os bagunceiros olham para mim, completamente sem palavras, e eu me viro para voltar para casa.
-Virar-se e voltar para casa.
Eu me viro para longe dos homens que estão gritando e suspiro.
(Eles não são importantes o suficiente para lidar, mas ainda assim... Eu voltarei e verificarei como as crianças estão. Espero que eles não estejam ouvindo essa bobagem o dia inteiro...)
Tentando desligar o som da gritaria, começo a andar de volta ao acampamento. Antes que eu possa fazer muito mais, no entanto, um homem encapuzado me agarra pela blusa, puxando-me para ele. Eu encaro o homem, mas quando ele olha atrás de mim, repentinamente percebo que as zombarias e os gritos pararam.
(Hein? O que está acontecendo?)
Eu me torço no aperto do homem para olhar ao redor e ver que todos estão olhando para alguma coisa atrás deles. Eu vejo um jovem parado lá, silenciosamente encarando todo mundo. Ele não diz nada, mas sua intensa presença parece de algum modo maior do que a da multidão inteira combinada. Um momento depois, um homem todo de preto aparece para ficar ao lado dele, com sua própria presença real e comandante. Há algo sobre eles que imediatamente os fazem parecer... mais. O que quer que eles sejam, há tanta intensidade nos olhos do primeiro homem que eu tenho que me lembrar de respirar. E o segundo homem, eu percebo que quase me perco na compostura que ele exala. O homem de branco dá uma olhada em mim e então começa a correr em nossa direção. Antes que eu possa entender o que está acontecendo, ele me puxou para longe do outro homem e atrás dele. Ele para defensivamente na minha frente.
-[Deixar o homem misterioso cuidar disso] {+Zero?}
???: Só me deixe cuidar disso.
Evren: Hm, certo então. Vá em frente, parceiro.
Zero: Zero.
Evren: Zero... Ah, seu nome. Eu sou Evren.
(Zero? É assim que eles estão nomeando as crianças nas cidades, agora?)
Zero soca um cara correndo para ele quem solta um som estranho que parece estranhamente como “meep”, então desaba no chão. Nem Zero nem eu temos qualquer momento de falar mais quando um grupo de dez caras nos cerca. Zero protetoramente fica na minha frente. Eu mal posso piscar antes de ele já ter três deles caídos no chão. Ele chuta um no peito, e dá um uppercut em outro. Então, ele gira e dá uma joelhada na virilha de outro cara. Os outros caras repentinamente parecem hesitantes para atacar, porém indispostos a recuar.
-[Ajudá-lo] {+Zero?}
Eu vejo que esse cara está pronto para lutar contra todos por mim, mas não sou exatamente do tipo que se senta e deixa outra pessoa lutar minhas batalhas. Eu saio de trás dele, pronta para me defender. O homem misterioso olha para mim.
???: O que você está fazendo...?
Evren: Ajudando.
???: Hein? Eu posso cuidar disso.
Evren: Esse não é o ponto. É a minha luta na qual você pulou, então eu não vou me sentar e deixar você fazer isso para mim.
Antes que qualquer um de nós possa dizer mais, o homem dá um soco no recém-chegado. Sem esforço, ele redireciona o soco para o lado e chuta o homem na barriga.
Zero: Ah, e eu sou Zero. Você?
Eu congelo e o encaro.
(Ele acabou de...?)
Evren: Eu sou Evren, mas esse realmente não é o momento para apresentações.
Zero: Se os oponentes estivessem sérios, eu concordaria.
Para destacar seu ponto, ele acerta um cara correndo para ele no rosto, fazendo-o cair ao chão. Mais três caras correm para ele, e eu observo enquanto Zero facilmente os derruba um por um sem suar.
-[Cuidar disso você mesma]
Evren: Obrigada... cara, mas eu posso cuidar disso sozinha.
???: Hein? Não, você deveria me deixar cuidar disso. Porque eu sou melhor em lidar com essas situações sozinho, de qualquer modo. E é Zero, não “cara”.
Evren: Ei, bem, eu não tinha como saber seu nome. Sou Evren.
Um cara tenta pegar Zero por trás, mas Zero facilmente se move para fora do caminho quando gira e o faz tropeçar, fazendo-o cair de cara. Zero pisa em suas costas, forçando-o a ficar no chão.
Zero: Tome meu conselho e fique deitado. Doerá muito menos depois.
Estranho o suficiente, o cara parece tomar o conselho ao coração e relaxar seu corpo, se fingindo de “morto”. Eu ouço alguém correndo para mim por trás. Sigo o som de seus passos, somente me movendo para fora do caminho no último segundo. O homem que tentou me derrubar tropeça em seu companheiro no chão, e atinge a terra com o rosto com um barulho alto.
(Ah, ai. Acho que ele quebrou seu nariz.)
Ele grita e rola para suas costas. Ele segura seu rosto, então tudo o que eu posso ver é o sangue escorrendo entre seus dedos. Um homem repentinamente agarra minha blusa do nada e me puxa, fazendo-me tropeçar para frente. Eu me puxo de volta, para longe do homem, e minha blusa desliza para fora de suas mãos suadas.
(Sério, o que há com todo mundo agarrando minha blusa?!)
O homem se recupera segundos depois e se move para me atacar. Eu foco nele, estreitando meus olhos. O mundo ao meu redor parece desacelerar e quase congelar. Meu coração acelera em meu peito enquanto eu examino o homem prestes a me atacar.
(Braço esquerdo tenso, ele está pronto para me socar da esquerda. Eu sou pequena, especialmente comparada a ele, então ele vai tentar me socar de baixo para diminuir a chance de me errar. Seus olhos estão focados em meu rosto, então ele está pretendendo me dar um uppercut. O modo como ele está semicerrando os olhos sugere que não consegue ver bem, não pode pagar para consertar seus olhos?)
Meus olhos correm por todo o atacante procurando por mais pistas, mais fraquezas.
(Ele está de pé com mais peso em sua perna esquerda. Perna direita machucada? Hmm...)
O tempo flui novamente e quando o homem tenta me socar, eu danço para fora do caminho, girando para ficar atrás dele. Eu o chuto em sua perna direita, bem atrás do joelho. O homem grita e cai adiante. Ele deita no chão, apertando sua perna em óbvia agonia, incapaz de retornar a me atacar novamente. Eu olho para cima para ver Zero me encarando sem palavras, o resto dos atacantes no chão ao redor dele. O homem sereno de antes se aproxima de nós. O resto da multidão que tinha estado nos observando rapidamente se dispersa—algumas pessoas já correndo. Ele olha para Zero.
???: Zero... Eu acho que você poderia ter evitado a luta se tivesse me deixado falar com eles.
Então, ele se vira para mim, sorrindo.
???: Você está bem?
-Sim, graças ao Zero. {+Zero?}
Evren: Sim, graças ao Zero. Eu não estava esperando que ninguém se intrometesse para me ajudar.
(Ninguém nunca faz isso...)
Evren: Mas eu acho que você pode chamá-lo de uma boa surpresa.
-Eu estaria bem sem vocês rapazes.
-Sim, obrigada por perguntar.
Evren: Poucas pessoas viriam em defesa de qualquer nômade, contudo. Então, sua ajuda foi muito apreciada.
???: É desolador de pensar... Seu povo é provavelmente a cultura mais gentil e mais adaptada de qualquer outra nos últimos cinquenta anos. Vocês se abrem para qualquer um, guiam e ajudam os outros, orgulham-se em igualdade... É uma pena que há tantos desentendimentos entre seu povo, e aqueles que escolheram ficar para trás nas cidades.
O homem de cabelo roxo pausa seu repentino discurso, um pequeno sorriso em seu rosto.
???: Você já está de volta?
Eu olho para o lado, meu coração quase pulando para minha garganta quando vejo o homem com quem ele está falando.
(Aah, o que diabos? Ele me assustou... Eu nem mesmo o ouvi...)
O homem mal olha para mim antes de virar para o homem de cabelo roxo.
???: Nove. Eu chequei a área, mas não havia nada para sugerir que já esteve escondido aqui.
(Nove? Outro nome de número...?)
Nove: Hmm...
Nove coloca um par de óculos de sol, escondendo sua expressão pensativa.
Nove: Eu voltarei logo.
Com uma rápida olhada para mim, Nove deixa o grupo. Eu olho para os dois homens com quem fui deixada. Zero não vai olhar para mim. Ele parece rígido enquanto desconfortavelmente muda de um pé para o outro. E o outro cara parece estar distraído, olhando algum lugar no horizonte.
(Hmm, então nós temos Zero e Nove...)
Eu olho para o homem de preto.
(Provavelmente é uma boa suposição de que os números são codinomes de algum tipo. Então, esse cara provavelmente tem um “nome de número” também.)
Evren: Então, para quem vocês caras trabalham...? Poderia ser... PHASe?
O olhar penetrante de Zero se move para mim ao mesmo tempo que os olhos do recém-chegado ficam focados como laser em mim. De repente, me sentindo muito nervosa, eu tento pensar no que dizer a seguir.
(Com quem eu deveria falar...?)
-Zero:
-Como é a PHASe realmente?
Evren: Eu apenas li sobre isso na internet, mas como é a PHASe realmente?
Zero: Ah, é... única. Cada departamento tem diferentes prédios e nós não os encontramos frequentemente. Mas dentro das equipes, pode ser meio caloroso. Como uma família.
Eu sorrio para ele, meus pensamentos viajando para meu clã.
(É assim, então? Eu me pergunto...)
-Então, o que há com esses nomes de número?
Evren: Então, Zero... O que há com esses nomes de número?
Zero: Hm, bem... Eu não posso realmente te contar, mas o que quer que você tenha adivinhado está provavelmente correto.
-Onde estão todos os outros números?
Evren: Onde estão todos os outros números?
Zero inclina sua cabeça quando olha para mim. Quando nossos olhos se encontram, entretanto, os dele imediatamente se viram para longe.
Zero: Por que você pensaria que tem mais?
Evren: Eu não penso, mas com você sendo Zero e o outro cara sendo Nove... É apenas lógico assumir que há pessoas nomeadas de um a nove.
Zero: Não há tantas.
Zero assente na direção do outro homem.
Zero: Ele é Quatro. E então tem Três, Cinco, Seis e Oito. Os outros estão... em outro lugar agora, no entanto.
Evren: Ah, entendo.
(Então, não é exatamente zero até nove, mas perto. Então, eu meio que adivinhei certo?)
-O homem em preto:
-Como é a PHASe realmente?
-Então, o que há com esses nomes de número?
-Onde estão todos os outros números?
Nove volta antes que eu possa perguntar mais.
Nove: Você está familiarizada com as terras desoladas, certo? Estaria disposta em nos ajudar a encontrar algo?
Evren: Ah, sim, é claro!
Nove: Você nem precisou de tempo para pensar?
Evren: É... na verdade, é o jeito do meu povo fazer isso. Nós tentamos ajudar qualquer um nas terras desoladas, especialmente desde que há poucos que as conhecem melhor que nós. E nós não podemos apenas deixar as pessoas passearem e se perderem. O calor poderia atingi-los e... Bem, poderia ser ruim. De qualquer forma, estou feliz de ajudar vocês a encontrarem qualquer lugar que precisem.
Nove: Obrigado. Nós estamos realmente gratos por sua ajuda.
Zero: Estamos procurando uma igreja velha e abandonada.
Evren: Uma igreja abandonada? Hmm...
Eu vasculho meu cérebro, tentando relembrar o plano dessa área em particular.
(Havia aquele prédio decrépito, mas acho que costumava ser uma biblioteca, então não pode ser isso.)
Eu olho para o horizonte e me lembro.
(Ah! É aquele lugar perto do lago seco!)
Evren: Acho que sei o que vocês estão procurando, então apenas me sigam.
Eu levei os rapazes para uma igreja abandonada, como pedido. Embora a viagem não tenha demorado quanto normalmente demora para eu vir sozinha, já que os rapazes tinham uma rover pronta para sair. Era a rover mais chique em que eu já estive, então aproveitei a carona enquanto durou. Eu pude sentar na frente enquanto agia como navegadora. Assim que nós colocamos os pés no lugar, Zero começa a perambular, olhando para tudo em deslumbre. Mas tão rapidamente, Quatro se move até ele e agarra seu ombro, parando-o. Zero olha de volta para ele sem uma palavra. Quatro silenciosamente encara de volta por alguns momentos antes de falar.
Quatro: Não perambule por locais de missão. Especialmente antes de Nove te dar quaisquer instruções.
À menção de Nove, nós três nos viramos para olhá-lo. Mas ele não está mais parado onde estava. Zero afasta a mão de Quatro e anda um pouco mais para longe. Quatro meramente o observa.
Evren: Onde está Nove?
Eu olho ao redor.
Quatro: Aish, aqui até...?
Eu observo em confusão quando um irritado Quatro anda ao redor da igreja, rochas e quem sabe o quê mais quebrando debaixo de seus pés. Com Quatro distraído, Zero parece feliz o bastante para tomar essa oportunidade para explorar. Ele olha de volta para mim quando para pra tocar e examinar uma das estátuas.
Zero: Você sabe quem essa estátua deve ser?
Evren: Hm, desculpe, não tenho certeza... Eu não sei muito sobre esse lugar, realmente.
???: Nós poderíamos especificar, baseado na localização, ao deus ou deuses que foram venerados aqui. Eu posso fazer uma pesquisa...
Eu me viro e dou um pulo quando percebo Nove parado bem ao meu lado, agora sem seus óculos enquanto ele examina uma estátua diferente.
(Como eu não o percebi se movendo bem ao meu lado?!)
Eu respiro fundo.
(Todos eles fazem isso? Acho que posso seriamente ter um ataque cardíaco antes de chegar em casa...)
Quatro aparece igualmente de repente do outro lado do Nove.
Quatro: Todos vocês se esqueceram de que nós estamos aqui numa missão? E essa garota pode ir embora agora. Ela fez sua parte.
Nove: Mesmo se nós estamos trabalhando... Eu acho que é sempre bom tomar tempo para aprender sobre o mundo ao nosso redor, se pudermos. Nós podemos não ter outra chance como essa.
Quatro: Hora de trabalho é hora de trabalho. E essa é a primeira missão de Zero fora de Olympia. Nós deveríamos estar ensinando-o boa ética de trabalho—
Quatro e Zero viram em diferentes direções, parecendo que viram ou ouviram alguma coisa. Quatro se move para longe de nós, enquanto que Zero corre e fica na frente de mim e Nove defensivamente. Não sem experiência própria, eu estreito meus olhos e olho ao redor para o que quer que os incomodou.
Evren: Vocês estão esperando alguém?
???: Nós não estávamos, não.
Eu espio detrás de Zero para ver vários homens encapuzados parados lá. Quatro não está mais em lugar nenhum. Zero fica numa instância defensiva, observando os homens encapuzados como um falcão. Nove começa a falar.
Nove: Esse é seu esconderijo, certo? Desculpe por invadir...
Homem Encapuzado 1: Você sabe bem pra caramba que esse é nosso lugar.
O homem encapuzado olha para todos nós três e estreita seus olhos.
Homem Encapuzado 1: Uma viajante suja e uns esquisitos de Olympia... Sem chance que vocês não estão procurando pelos nossos espólios.
De repente, Nove coloca dois dedos em sua orelha por um momento. Então, algum tipo de conhecimento ilumina em seus olhos. Ele deixa sua mão cair de volta, e ao invés coloca seus óculos de sol.
Nove: Nós estamos apenas procurando por uma coisa em particular, realmente.
Algo atrai meu olhar, logo atrás do grupo de homens encapuzados. Antes que eu possa compreender o que está acontecendo, Quatro aparece como se do nada. Agarrando o líder pela cabeça com ambas as mãos, ele rapidamente a torce, despachando o homem com facilidade. Antes que o corpo possa alcançar o chão, Quatro vira para outro dos homens encapuzados. Ele puxa algo de sua jaqueta. Eu apenas vejo o brilho de metal quando Quatro se move num piscar de olhos— Ele corta o homem tão rápido que tudo o que eu pego é o resultado—outro corpo caindo no chão. O terceiro homem parece aterrorizado para caramba. Sem esperar que Quatro o pegasse, ele se vira e corre para fora da igreja. Quatro solta um pequeno “tsk” enquanto observa o homem fugir, mas não segue. Ele se vira ao redor para investigar a área, e eu me encontro observando-o em quieta admiração.
(Eu tenho que admitir, esses caras estão se tornando realmente legais...)
Mas nossos problemas estão dificilmente terminados, quando outro dos homens encapuzados aparece detrás de uma estátua. Ele faz uma linha reta na direção de Nove e eu.
Nove: Zero, vá.
Zero rapidamente assente e corre para enfrentar o homem. Mas... ele tropeça em alguns ladrilhos soltos e cambaleia. Isso dá ao homem somente tempo o suficiente para correr direto por ele, e direto para mim. Nove me empurra para atrás dele e puxa um bastão de atordoamento de seu casaco. E com quase nenhum esforço de sua parte, ele acerta o cara com seu bastão no momento que ele entra no alcance. O cara cai no chão, assim terminando a luta. Zero, quem já estava em seu caminho para capturar o cara, parece chocado. Ele cutuca o homem gemendo no chão com seu pé e desvia o olhar. Quatro aparece ao lado de Zero, fazendo-me pular mais uma vez a sua repentina entrada.
Quatro: Você tropeçou, Zero. Tropeçou. Esse erro poderia ter sido o fim.
Nove balança sua cabeça.
Nove: É a primeira vez dele. Pegue leve com ele.
Quatro: Ele teve treze anos de treinamento. Deveria fazer um trabalho melhor em proteger seu líder do que isso.
Quatro olha para Nove em vez disso.
Quatro: O gerador de clima está seguro.
Nove: Ah, bom. E eu ouvi que os outros acabaram de terminar  sua missão com sucesso também.
Zero se endireita por isso e olha para Nove.
Zero: Todos estão bem?
Nove assente.
Nove: Aquele tipo de missão é a especialidade do Seis, então não houve nenhuma necessidade de se preocupar.
Quatro: Ele nunca deixaria alguém se machucar. Nem mesmo Cinco.
Zero desvia o olhar novamente e eu me sinto irritada com Quatro.
Quatro: Mesmo se Cinco tem um hábito de perambular.
-[Dizer algo a Quatro.] {+Quatro?}
-[Não dizer nada.]
Nove suspira.
Nove: É hora de ir.
Ele começa a se afastar, mas não antes de bater no ombro de Zero. Quatro para e olha para Zero também, quem continua a olhar para longe.
Quatro: Vamos treinar mais quando você voltar.
Isso recebe um pequeno assentir do Zero e o Quatro começa a se afastar também. Mas eu levanto minha voz antes que eles possam ir embora.
Evren: Esperem um minuto. Vocês me arrastaram para isso... O mínimo que poderiam fazer é me contar exatamente quem vocês são.
Nove tira seus óculos e sorri.
Nove: Para você... Eu te direi esse tanto. Você pode guardar um segredo, certo?
Eu assinto.
Nove: Nós somos parte da P.H.A.N.T.A.S.M., sim... Uma equipe especial dentro da PHASe, para ser exato. Nossas missões são... extremamente críticas para a nação.
Evren: Então, vocês vieram todo o caminho para cá da Cidade de Olympia...?
Nove assente.
Nove: Desculpe, eu não posso te contar mais sobre o que fazemos ou nossos nomes verdadeiros... Mas você nos viu trabalhar com seus próprios olhos. Eu posso te dizer que você deveria ficar atenta para uma mensagem especial, em breve.
Evren: Uma mensagem... da PHASe?
Nove assente novamente e Quatro bufa.
Quatro: Que sortuda. Eu me pergunto se você vai conseguir.
Zero meramente me encara com uma expressão inescrutável, ele próprio parecendo curioso.
Nove: Nós estaremos indo agora. E obrigado por sua ajuda. Eu realmente aprecio. Nós não podemos te dar uma carona de volta, porém. Desculpe.
Evren: Está tudo bem. Eu posso pedir a alguém de meu clã para me buscar.
(Então, eles estão indo embora... Eu me pergunto se os verei novamente?)
-Diga adeus a Nove. {+Nove?}
-Diga adeus a Zero. {+Zero?}
Evren: Obrigada por se intrometer para ajudar antes. Foi legal trabalharmos juntos.
Eu estendo minha mão para um aperto de mão. Ele simplesmente encara minha mão estendida, e eu começo a me sentir um pouco boba. Parecendo um pouco envergonhado, ele finalmente alcança para apertar minha mão, sua maior envolvendo a minha própria.
Zero: É, foi divertido. Obrigado por nos ajudar.
Eu assinto e sorrio.
Quatro: Vamos.
Zero olha de relance para ele, então de volta a mim e solta minha mão, talvez um pouco lentamente.
-Diga adeus a Quatro. {+Quatro?}
-Deixe-os ir sem comentários.
Nove e Quatro viram e começam a caminhar para a entrada da igreja, mas Zero não se move imediatamente no começo. É como se ele quisesse dizer mais alguma coisa.
Quatro: Vamos, criança.
Quatro chama. Com isso, Zero relutantemente se vira e sai para alcançar seus companheiros.
Perdida em minhas memórias, parece que eu já perambulei para o centro da Cidade de Olympia. Piscando, eu olho ao redor aos altos prédios, brilhando nos raios do sol do fim da tarde. O ar parece tão mais frio aqui, tão mais limpo. A folhagem misturada com a linda arquitetura coberta de painéis solares dá uma sensação indescritível... É como se a própria humanidade foi capaz de controlar a beleza e o poder da natureza, e coexistir lado a lado. Eu respiro fundo e sorrio.
(Finalmente... Eu alcancei a Cidade de Olympia. Minha cidade dos sonhos...)
Desde que ouvi sobre a cidade maravilhosa, eu quis visitar. Mal posso acreditar que eu estou realmente de pé aqui agora. Tudo parece tão limpo, lindo e sereno quanto ouvi.
(Eu não posso acreditar que realmente poderei viver nessa cidade... Eu mal posso esperar para ver tudo que há para fazer aqui.)
As pessoas andam ao meu redor, provavelmente indo para casa depois de um longo dia, mas mesmo elas parecem estar de bom humor.
(Eu acho que você pode se dar ao luxo quando não tem que se preocupar com a fome, ou desmaiar do calor.)
Alguns deles descem passarelas se movendo lentamente, ansiosas para chegarem onde precisam ir. Outros em carros voam acima de nossas cabeças, muito mais alto no céu. Eu começo a me distrair, apenas admirando as árvores e observando o córrego perto de mim fluir gentilmente. Eu tento absorver o sentimento que estou tendo agora, sabendo que provavelmente nunca o terei novamente. Nesse momento, tudo parece perfeito; o futuro sem limites, as possibilidades sem fim... Nesse momento, é como se eu tivesse ganhado novamente a juventude que eu pensei que tinha perdido. Reganhado o sentimento de que eu posso fazer qualquer coisa, e o sentimento que qualquer coisa pode acontecer. Eu sou capaz de segurar nesse sentimento efêmero apenas por um momento, antes da luz se apagar e o mundo de escuridão se filtrar de volta. Filtrando as vozes baixas da multidão, de algum lugar duas vozes viajam para minhas orelhas. Eu olho ao redor e vejo na distância uma mulher se curvando profundamente em desculpas para um homem mais velho.
???: Está bem. Eu não quero ouvir suas desculpas, de qualquer maneira. Esse é o tipo de coisa que eu deveria esperar quando contrato uma mãe solteira. Suas crianças vêm antes de seu trabalho, afinal.
???: Er... Bem... Não é assim... Essa não é uma ocorrência diária, senhor. E além disso, aquele email não precisava ser enviado até mais tarde hoje à noite. Eu ainda posso conseguir—
???: Não, não, está bem. Eu mandarei Matthew fazer, em vez disso. Essa não é a primeira vez que eu confiei numa mulher para fazer algo e ela falhou. Ela nem mesmo tinha crianças como uma desculpa. Então, pelo menos você é um pouco melhor.
???: Você está... falando sobre Soohyun? Bem, ela é jovem...
???: Exatamente. Jovem e preguiçosa. Depois de todos os riscos que nós tomamos contratando grupos da minoridade como mulheres e pessoas jovens, você pensaria que todos vocês trabalhariam um pouco mais duro. Você não pode chegar a lugar nenhum com esse tipo de atitude.
Eu não posso mais ouvir a conversa. Eu me sinto mal e fraca nos joelhos.
(Aqui também...?)
Mesmo na Cidade de Olympia... Há merda assim acontecendo? Embora seja a cidade mais tecnologicamente avançada do mundo... Ainda há esses tipos de ideias atrasadas. Eu encaro inexpressivamente o córrego ao meu lado, uma nuvem de escuridão fazendo tudo que brilhava com beleza a apenas alguns momentos atrás parecerem zombadamente sem graça. Eu nem mesmo ouço meu nome ser chamado no início até sentir uma mão em meu braço. Eu levanto minha cabeça para ver Zero de todas as pessoas de pé na minha frente. Eu o encaro em choque.
-Ah, por que VOCÊ está aqui? {-Zero?}
Evren: Ah, por que VOCÊ está aqui?
Zero: Porque você estava demorando demais.
Evren: Huh?
Zero: Eu fui mandado para pegar você. Você deveria estar vindo para PHASe?
Zero sai andando, parecendo um pouco irritado.
Evren: Espere um segundo, será mais rápido se eu seguir você.
Zero suspira e para relutantemente, esperando que eu o alcançasse.
-Zero! Há quanto tempo~ {+Zero?}
Evren: Zero! Há quanto tempo~
Zero timidamente sorri e assente para mim.
Zero: Eu vim para te pegar. Quero dizer, eu fui mandado. Para te pegar. Você está atrasada. Eles pensaram que você possa estar perdida...
-[Brincando] Você está me perseguindo?
Evren: Você está me perseguindo?
Zero: Se eu estivesse, você nem mesmo saberia que eu estava observando, muito menos aqui. Não, eu fui mandado para vir encontrar você porque você está demorando tanto.
Evren: Huh?
Eu arfo e então rapidamente toco na lateral dos meus óculos para mostrar a sobreposição digital. O tempo mostra 5:45—eu deveria estar lá às 5:00 p.m.
Evren: Ah... Merda... Vamos!
Eu começo a andar junto com Zero. Depois de alguns momentos quietos, eu olho para ele.
Evren: Sinto muito estar tão atrasada... Você conhece algum atalho?
Zero: Talvez~ Só um, no entanto.
Evren: Um é suficiente.
Zero: Você pode correr rápido?
Evren: Quê?
Zero: Porque se você não pode... Não será capaz de acompanhar os outros caras que está prestes a conhecer, muito menos eu.
Antes que eu possa responder, Zero sai correndo numa velocidade ridícula.
(Ah, mas que merdinha...)
Determinada a alcançá-lo, eu saio correndo pela cidade pôr-do-sol atrás dele.
Esse é o fim da primeira parte do prólogo focando no Zero. Até a próxima! :)

Comentários

As Traduções Mais Lidas da Semana ♥